A possibilidade de um acidente no trabalho é motivo de preocupação para empregadores e empregados. As consequências vão de dias de afastamento à perda ou redução da capacidade do trabalhador.

Medidas simples, como o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), são capazes de evitar grande parte dos incidentes. Dessa maneira, é fundamental que as empresas zelem pela saúde de seus funcionários e conheçam as normas de segurança do trabalho — evitando não só acidentes, mas também custos operacionais que são decorrentes deles.

Se você quer conhecer 7 dos acidentes de trabalho mais comuns, além de suas principais causas, consequências e soluções, este texto é para você. Confira!

1. Quedas

Tombos são comuns em diversos setores produtivos e as suas consequências variam em gravidade e proporção. Resultam das mais variadas causas, desde inadequações do local de trabalho — piso escorregadio, falta de corrimão em escadas, iluminação insuficiente — às imprudências cometidas pelo próprio trabalhador, como correr onde não deve, não se alimentar direito, usar calçados inadequados à função, entre outras.

A partir dessas causas, é possível listar algumas medidas de prevenção, tais como:

  • manter o ambiente de trabalho limpo e organizado, sem materiais pelo caminho;
  • equipar escadas e passagens com corrimão e faixas antiderrapantes;
  • prover iluminação adequada nos locais de serviço;
  • sinalizar áreas em manutenção ou limpeza;
  • exigir o uso de calçados e roupas adequados à função — além do uso de EPIs, quando necessário.

2. Choques elétricos

O choque elétrico é um incidente comum em setores como a construção civil, manutenção predial e fábricas. Nesse contexto, é de suma importância o cumprimento das exigências descritas na NR10 — Instalações e serviços em eletricidade: que é a norma regulamentadora que garante a segurança de trabalhadores que atuam em contato, direto ou indireto, com instalações elétricas.

Além disso, outras formas de evitar acidentes elétricos são:

  • garantir o uso correto do EPI por parte dos empregados;
  • verificar os projetos das instalações elétricas, em relação aos perigos de choque elétrico;
  • checar o estado da fiação elétrica.

3. Golpes provocados por ferramentas

Outro acidente de natureza física bastante frequente é o golpe por ferramentas, ocasionando cortes, fraturas e contusões. Muitas vezes são causados por falta de experiência no manuseio da ferramenta ou pelo estado de conservação da mesma.

Em virtude disso, os riscos podem ser minimizados por meio das seguintes ações:

  • capacitar adequadamente os trabalhadores;
  • fazer periodicamente a manutenção das máquinas e ferramentas;
  • sinalizar corretamente os riscos.

4. Doenças ocupacionais

As doenças ocupacionais são responsáveis por grande parte dos afastamentos de funcionários. As duas mais comuns são Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e as Lesões por Esforço Repetitivo (LER), além de problemas respiratórios.

Seus principais sintomas são o formigamento de pés e mãos, cansaço e desconforto após a jornada de trabalho. São causadas pela decorrência da carga excessiva de trabalho, repetição de movimentos e má postura. Para evitá-las, deve-se:

  • controlar a carga horária — garantindo pausas para descanso ao longo da jornada;
  • comunicar resultados dos exames médicos e conscientizar os empregados dos cuidados com a saúde.

5. Doenças emocionais

Estresse, ansiedade e depressão são cada vez mais frequentes entre as notificações recebidas pelo Ministério da Previdência Social, revelando a importância de cuidar da saúde mental e da qualidade de vida dos trabalhadores.

O excesso de pressão, cada dia mais comum nos ambientes de trabalho, é o principal responsável por esse quadro. Algumas soluções são:

  • promover o convívio entre os colaboradores e ações que garantam um ambiente de trabalho de qualidade;
  • manter uma comunicação interna ativa e clara, integrando empresa e funcionários.

6. Queimaduras

As queimaduras são muito comuns em locais de cozinha, por exemplo. Sendo assim, para chefes e auxiliares de cozinha, confeiteiros, padeiros, entre outros, essa é uma questão à qual deve ser dada uma atenção maior. Aqui também se faz essencial o uso de determinados EPIs, como avental com proteção térmica, luva térmica para mexer em utensílios quentes e, até mesmo, óculos de proteção para que não haja respingos nos olhos que causem queimaduras.

Quando falamos de queimaduras no ambiente de trabalho, é mais comum se pensar no contexto de cozinha, fogo etc. Porém, vale ressaltar que também nos referimos às que são causadas por químicos — aqui se fazem necessários também óculos de proteção, luva de segurança, avental, entre outros — e pelos choques elétricos já citados — um eletricista, por exemplo, utiliza luvas e mangas isolantes, protetor facial e assim por diante.

7. Contato com produtos químicos

Demos uma breve prévia desse assunto no tópico anterior, porém, além de haver o perigo de queimaduras pelos produtos químicos, eles podem causar, inclusive, problemas à saúde relacionados à inalação dessas substâncias. Para isso, o uso de máscaras e respiradores é imprescindível. Existem tanto aqueles que filtram o ar do ambiente quanto os que fornecem um ar respirável para o trabalhador.

De acordo com a FioCruz, os prejuízos à saúde causados pelo contato com produtos químicos podem ocorrer com exposições de curta ou longa duração, levando a doenças do sistema nervoso, doenças respiratórias crônicas, doenças no fígado, rins e, inclusive, câncer. Portanto, é essencial ter cuidado com isso.

8. Uso incorreto de equipamentos e máquinas

Já falamos aqui sobre o uso de ferramentas, mas também é importante estar alerta com relação a máquinas, como as que têm engrenagens, rolos, serras e as de prensa, isto é, com potencial para causar acidentes como esmagamento ou outros tipos de feridas graves, visto que tais máquinas têm mais força.

Acidentes com equipamentos e máquina podem ocorrer tanto devido a mau uso pelos colaboradores quanto por conta de condição precária do item. Nesse sentido, ressaltamos novamente a importância de um bom treinamento dos trabalhadores para que saibam manusear os objetos, a fim de que não se machuquem nem, em casos extremos, percam a vida.

Lembre-se também de que cada equipamento e cada situação requer um tipo de EPI diferente, o qual deve estar adequado para evitar os temidos acidentes — o que deve ser muito bem esclarecido no treinamento, bem como os tipos de acessórios e roupas coerentes com a segurança da atividade.

Como falamos muito dos EPIs neste texto, é interessante ressaltar que esse tipo de equipamento de proteção vem depois de algumas outras medidas de prevenção de acidente, como mudanças na estrutura e nos processos, além dos EPCs (equipamentos de proteção coletiva) — exaustores e coifas, por exemplo, no caso de evitar calor excessivo que pode ser prejudicial à saúde.

Vimos aqui algumas formas de minimizar os riscos de um potencial acidente no trabalho, mostrando os acidentes de trabalho mais comuns e ressaltando a importância do cumprimento das normas de segurança e do acatamento das leis. Dessa maneira, é fundamental que empregadores e empregados se envolvam nas ações preventivas.

Esperamos, com este texto, contribuir para o aumento da segurança no trabalho em sua empresa. Quer saber mais e receber outros conteúdo atualizados e relevantes sobre esse e demais assuntos semelhantes? Assine a nossa newsletter e não perca nenhuma novidade!